Uma canção com poesia, que faça o menino dormir e o homem acordar...

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Momento musical: para guardar em minha memória...

Nova trovadora

Divulgação
Este foi o nome da canção vencedora do I Festival Universitário da Canção promovido pela UFRN, cuja final ocorreu sábado no anfiteatro do Campus da UFRN. Escrita e interpretada por Elizabeth Rose, a 'Troova Inovadora’ começa com um desabafo, o mesmo de Manuel Bandeira quando diz estar farto do lirismo comedido, do lirismo comportado: “Estou cansada de idéias comportadas, de pessoas que são protocoladas. Estou farta do normal de versos iguais/ coloridos de giz. Só idéias não resolvem nada, não trazem libertação por que/ A gente aprende a entender o mundo, mas não sabe ler o universo do outro”. Elizabeth fala que é preciso buscar uma canção com poesia, uma canção “que faça o menino dormir e o homem acordar”. Mesmo escrita em 2005, quando a autora ainda cursava Letras na UFRN, a canção descreve seu desejo em ver um desdobramento produtivo do Festival da Canção: “é preciso que as pessoas que pensam a cultura desta cidade acordem para a necessidade de manter eventos como este, para que se construa uma cenário de cultura no Estado”, disse. Ela sugere ainda que a preocupação maior, no caso específico do festival promovido pela UFRN, seja com as ações posteriores: “As músicas precisam ser difundidas nas rádios. Se as pessoas tiverem acesso às músicas, com certeza irão gostar. E isso pode fortalecer o cenário e dar trabalho aos profissionais da área. A questão não é o evento em si, mas o que é feito com ele depois. É preciso que a universidade insista nisso. É preciso gerar oportunidade para os músicos daqui, e a imprensa também tem um grande papel para consolidar a cena cultural”. Elizabeth, que cursa Administração na Universidade Castelo Branco, levou para casa R$ 5 mil em dinheiro, e deverá participar da gravação de um CD. O organizador do festival, Rank dos Santos, comemora o resultado do evento e afirma que o sucesso veio a partir das inscrições, que superaram as expectativas de todos os envolvidos com a produção do festival. Como observa Rank, as homenagens feitas aos antigos vencedores de festivais e a criação de um juri popular foram outras pontos que fizeram do festival um sucesso. Mas foi justamente o público, que discordou deste resultado. O juri popular escolheu “Menos Um (caranguejo)”, como sendo a melhor canção. Uma divergência importante, segundo Rank, pois demonstra que foi garantida a participação democrática. A preferência do júri popular garantiu a Klécio Adriano da Silva, estudante de Artes Cênicas da UFRN, dois troféus o de melhor canção e melhor intérprete. O juri técnico foi selecionado pelo maestro argentino radicado no RN e ex-regente da Sinfônica, professor Osvaldo D’Amore, que convidou outros cinco profissionais da área para juntos decidirem o vencedor.


Um fato relevante foi o pequeno número de pessoas que compareceu ao festival,no último final de semana. Principalmente para quem está acostumado a participar da CIENTEC, evento também promovido pela UFRN, e sabe que é comum ver a praça cívica do Campus lotada. Aliás, o mesmo pode-se dizer do MPBeco. Mas como observou a vencedora do Festival da Canção, o número reduzido de pessoas é natural para um evento que ainda está em sua primeira edição.




Publicação: 11 de Novembro de 2008 às 00:00 Retirado do site da Tribuna do Norte